Curso
Projetos e Escavação de Túneis
Área(s) Civil e Arquitetura,
Geologia e Minas, Meio Ambiente,
Projetos
Período: 28/09/2010 a 30/09/2010
Horário:08:30 - 18:00
Local: CREA-MG - Av. Álvares
Cabral, 1.600 - 6º andar - B.
Santo Agostinho BH/MG
Resumo: Estudos
geológico-geotécnicos e
geomecânicos aplicados a projetos
e construções de túneis.
Professores: Denis Vicente Perez
Vallejos
Luciana Chaves
Pereira
João Marcos de
Siqueira
---------------------------------
---------------------------------
----
CURSO: Hidrogeologia e
Meio Ambiente
Período: 26/10/2010 a 27/10/2010
Horário: 08:00 - 18:00
Local: CREA-MG- Auditório - Av.
Álvares Cabral, 1.600 6º andar -
B. Santo Agostinho BH/MG
Resumo: Conceitos de
hidrogeologia com vistas às
drenagens e sondagens, dentro da
preservação ambiental.
Professor: Adelbani Braz da
Silva
PhD em Hidrogeologia e Meio
Ambiente: Trabalho em mapemento
hidrológico e perfuração de poços
tubulares. Professor titular da
UFMG e UFOP. Consultor: _
Companhia Mineira de Metais- CMM;
Estudos de contaminação do
aquífero em Denver- Colorado,
EUA. Trabalho publicado em
revistas Técnicas e Científicas e
publicação de livros. Fundador
Sócio-gerente da BRASPOÇOS-
Serviços e Comércio Ltda.
---------------------------------
---------------------------------
---------------
O Sindicato dos Geólogos no Estado de Minas Gerais (SINGEO-MG) tem como base os Geólogos e Engenheiros Geólogos que atuam no Estado. A sede está localizada na cidade de Belo Horizonte - Av. Álvares Cabral 1600, 2º andar, Santo Agostinho. A diretoria é composta por quatro diretores e três membros do conselho fiscal, com mandatos de dois anos, eleitos pelo voto direto de seus associados.
A organização sindical dos Geólogos e Engenheiros Geólogos em Minas Gerais nasceu no início da década de 70, com a criação da Associação Profissional Mineira de Geólogos (APMIG), numa época de resistência do regime militar. A categoria optou por fundar uma entidade pré-sindical, não se vinculando às ingerências do Ministério do Trabalho, minimizando os riscos de intervenção.
A APMIG foi fundada no dia 29 de março de 1972 e foi transformada em Sindicato dos Geólogos no Estado de Minas Gerais em 12 de dezembro de 1990.
Para registrar a história da organização sindical dos Geólogos Mineiros é fundamental posicionar o momento político que levou a criação da APMIG. Para descrever este momento, resgatamos um texto publicado pelo veículo de comunicação “Informativo da APMIG”, no número comemorativo de 15 anos, DEZEMBRO DE 1988, de autoria do Geólogo Gilberto Valle Corrêa:
APMIG – Ano XV
A idéia da criação de uma associação profissional, que aglutinasse os geólogos de Minas Gerais, surgiu espontaneamente. A SBG nacional, e seus núcleos regionais, preenchiam as necessidades no campo científico por se constituir numa sociedade de geologia, mas não de geólogos. Movimentos idênticos, ocorridos em outros estados, mostravam a necessidade quea classe sentia de se organizar. Tendo sido fundada numa época em que o mercado de trabalho era francamente carente de profissionais, a APMIG viveu de amenidades em seus primórdios.
Reuniões rotineiras e dois concorridos churrascos de congraçamento marcaram os primeiros dias de nossa entidade de classe.
Embora, desde a data da fundação, houvesse a preocupação quanto a posse de uma sede própria, o primeiro endereço oficial da entidade foi o do nosso apartamento residencial. O moto-contínuo de criação de novas escolas de geologia e os arrefecimento do mercado de trabalho começaram a nublar de negro o céu cor de rosa que, até então, imperava. O primeiro tranco sofrido pela APMIG aconteceu quando seu segundo presidente – com clarividência – denunciou, através de TV local, que o DNPM desvirtuando – se de sua gloriosa e profícua atividade-fim, acabaria transformando-se em mero cartório mineral.
Bastaram tais declarações, aliás destituídas de qualquer endereços pessoais, para que a máquina repressora vigorante conseguisse que o então presidente da APMIG fosse dispensado de seu emprego.
A assembléia geral, convocada com o fim de se avaliar a situação, não compareceu mais que meia dúzia de sócios. O pavor de se cair em desgraça, perante seus chefes – principalmente das empresas governamentais - , era geral.
A participação dos sócios, tanto moral quanto pecuniária, ficou limitada aos índices mínimos de sobrevivência. APMIG passou a se constituir em sigla maldita.
Eis que, durante esse período de letargia forçada, ocorre fato inesperado. Esse fato se constituiu na desativação do escritório da DOCEGEO em Belo Horizonte.
A classe, anestesiada e dormente, acordou para perguntar: onde está a APMIG?
Plagiando velha raposa da política mineira, nós diríamos que, como Minas Gerais, a APMIG “estava onde sempre esteve”: do lado dos geólogos que dela solicitavam irrestrito apoio.
De outra feita, não uma desativação de escritório regional mas um número incomum e concomitante de dispensas atingiu alguns colegas da METAMIG.
Mais uma vez foi cobrada, com veemência, uma firmeza de atitudes – por parte da APMIG – em favor dos colegas coagidos por administradores pouco acostumados ao diálogo, naquelas épocas.
Quem como nós – sócio fundador -, que acompanhamos de perto a existência de nossa entidade, ficamos realmente perplexos por concluir que ela teve seus momentos de glória – ousamos assim dizer – nos momentos de crises agudas. Perguntamos: não seria melhor, para a classe prevenir, sempre, do que remediar, às vezes?
O fortalecimento da entidade não se restringe no pagamento frio de uma anuidade. Tal gesto constitui-se numa obrigação daquele que, um dia, preencheu uma proposta de sócio.
O que se deseja é uma participação ativa de todos, decisiva para a sobrevivência e força da sociedade dos geólogos no Estado.
Com o que o autor destas linhas não concorda é com a atitude de uma parcela da classe: aliena-se por vontade própria – o que é um direito seu – mas, quando seus interesses pessoais estão em jogo, vêm cobrar posições da APMIG ou dizer que seu posicionamento não representa o da maioria da classe. Tais manifestações, orais ou escritas, não passam de cortinas de fumaça para escamotear outros objetivos colimados.
clique na imagem para ampliar
Jornal APMIG – Associação Profissional Mineira de Geólogos, hoje SINGEO-MG – 1988
Participação dos Geólogos Mineiros nas Lutas Sociais
Em sua trajetória, a entidade sindical dos Geólogos participou ativamente das lutas da classe e lutas sociais, defendendo melhores condições de trabalho pelo reconhecimento ao direito ao salário mínimo profissional para os Geólogos, pela defesa que o patrimônio mineral como propriedade do povo brasileiro, nas lutas pela democratização do Sistema Confea/Crea e, a nível nacional, a posição contra o autoritarismo e a exclusão social.
O SINGEO-MG sempre procurou contribuir para fortalecer movimentos populares participando das discussões sobre as políticas públicas para os setores de geologia e recursos minerais, tendo influído sobremaneira, durante os trabalhos da constituinte (1988 - 1989), na elaboração da Seção VI - Da Política do Estado de Minas Gerais.
Fortalecimento da Organização Sindical das Classes Trabalhadoras
A entidade dos Geólogos Mineiros – no início APMIG, depois SINGEO-MG – teve um papel fundamental na organização nacional da classe participando da fundação da Coordenação Nacional dos Geólogos (CONAGE), que mais tarde veio a se transformar em FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GEÓLOGOS (FEBRAGEO). Ao lado dos trabalhadores participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores. (CUT). Todas estas participações sempre buscaram a consolidação do sindicato como instituição social e política livre e autônoma.
No ano de 1992, o SINGEO-MG deu seu grande passo no sentido de integrar-se ao movimento Sindical dos Trabalhadores do Setor Mineral, filiando-se à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Setor Mineral (CNTSM), que é filiada à ICEM, entidade internacional que congrega sindicatos nacionais dos trabalhadores dos setores da química, minas e energia.
O SINGEO-MG, desde a sua formação, tem representação em vários fóruns sociais como o COPAM (Câmara de Atividades Mineraria - CMI) e a Câmara Especializada de Geologia e Minas do CREA-MG, dando sua contribuição para o fortalecimento da participação democrática das classes trabalhadoras na organização da sociedade brasileira e de suas relações com outras classes e setores da sociedade e do Estado.
Sindicato dos Geólogos no Estado de Minas Gerais
Av.Álvares Cabral, 1600 - 2º andar / sala 03 - Belo Horizonte/MG - CEP: 30170-001 - Sede do CREA MG - Telefax: 3291-5503